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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

BOOK REVIEW | Every day



Título: Every day
Autor: David Levithan
Editora: Ember
Ano: 2012
Páginas: 324


Sinopse: 

A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida:
Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.
Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.



Review: 

"But when who you are changes every day - you get to touch the universal more. 
Even the most mundane details. (...) 
You learn how much a day is truly worth, because they're all so different."


A premissa é original: alguém que acorda todos os dias num corpo diferente.
Vamos seguindo a vida de A (protagonista), que todos os dias procura viver a vida da pessoa cujo corpo habita por um dia, não interferindo no seu rumo. Até ao dia em que se apaixona por Rhiannon e deseja estar no mesmo corpo todos os dias para viver intensamente esse romance. 

A leitura é rápida e fluída: cada capítulo é um novo dia, num novo corpo. 
Ainda que seja uma narrativa leve, faz-nos a reflectir, perspectivar o mundo de diferentes ângulos.
Isto porque A tanto acorda num corpo de uma pessoa com uma vida aparentemente simples, como num jovem drogado, numa jovem potencialmente suicida, num diabético ou num obeso mórbido. Tanto é mulher como homem, heterossexual ou homossexual. Tanto acorda rodeado por uma família acolhedora, como no seio de uma família disfuncional.
É incrível como conhecendo-se diferentes realidades, se relativizam os problemas.

É um livro que, tendo como tema principal a desconexão entre o corpo e a mente, tenta romper com o preconceito de que a aparência é o mais importante. Procura defender o conteúdo sobre a forma.
(ainda que nem sempre o consiga)

Para mim, que não apreciei o romance em si mas antes o argumento original do livro, a grande mensagem a reter é vivermos intensamente cada dia, como se fosse único, e ter consciência de que uma atitude diferente pode mudar o rumo para sempre.

No fim, muitas perguntas ficam em aberto. 
Talvez as respostas estejam no segundo livro: Another Day.



Classificação:

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

BOOK REVIEW | Anna and the French Kiss



Título: Anna and the French Kiss
Autor: Stephanie Perkins
Editora: Dutton
Ano: 2010
Páginas: 372


Sinopse: 


Anna Oliphant tem grandes planos para o seu último ano em Atlanta: sair com a melhor amiga, Bridgette, e namoriscar com um colega no cinema onde trabalha. Por conseguinte, não fica muito contente quando o pai a envia para um colégio interno em Paris. As coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz deslumbrante - que tem namorada. Ele e Anna tornam-se grandes amigos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Irá Anna conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?


Review: 

“Here is everything I know about France: Madeline and Amelie and Moulin Rouge. The Eiffel Tower and the Arc de Triomphe, although I have no idea what the function of either actually is. Napoleon, Marie Antoinette, and a lot of kings named Louis. I'm not sure what they did either, but I think it has something to do with the French Revolution, which has something to do with Bastille Day. The art museum is called the Louvre and it's shaped like a pyramid and the Mona Lisa lives there along with that statue of the women missing her arms. And there are cafes and bistros or whatever they call them on every street corner. And mimes. The food is supposed to be good, and the people drink a lot of wine and smoke a lot of cigarettes."

― Stephanie Perkins, Anna and the French Kiss

Este livro conquistou-me logo com este início maravilhoso
No seu último ano de liceu, Anna é mandada para um colégio em Paris. Sem nunca ter visitado a cidade, e sem saber falar francês, vai enfrentar as dificuldades de estar num novo país sem conhecer ninguém, mas também num novo liceu. Aquilo que parecia ser um ano solitário, rapidamente se transforma num ano cheio de peripécias e... na descoberta do amor. 

É um livro que encanta pela simplicidade, por nos transportar para a adolescência, um período em que todos os sentimentos estão à flor da pele. Facilmente nos identificamos com a Anna, revemo-nos no que ela sente e imaginamo-nos no seu papel, como se fossemos nós a personagem principal.

Ainda que totalmente previsível é um livro difícil de se largar: lê-se de uma assentada. 
A amizade, os problemas familiares, a inocência do primeiro amor. 
Está repleto de clichés: a paixoneta pelo guitarrista de uma banda, o melhor amigo que passa a namorado... Paris a cidade do amor. Mas as personagens são interessantes e bem construídas - não são "ocas" - e aprendemos com elas: Anna é apaixonada por cinema, St. Clair por história.
Ainda assim, sinto que faltou ritmo à parte final. Os acontecimentos demoram demasiado, principalmente quando já sabemos o desfecho.

O melhor de tudo: leva-nos numa viagem por Paris. Literamente! E foi isto que mais gostei. Senti-me realmente a passear pelas ruas da Cidade das Luzes, a visitar os mais conhecidos monumentos e aprender sobre eles. Da Catedral de Notre Damme, ao ponto zero de França, dos Champ Elysees, ao Panteão, da livraria Shakespeare and Company, às boulangeries repletas de croissants e macarrons, até à óbvia Torre Eiffel. Respira-se o autêntico espírito parisiense.

E a verdadeira mensagem do livro:

Anna and the French Kiss
Fonte: https://www.pinterest.com/pin/441915782156744024/


Classificação:

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

BOOK REVIEW | The Statistical Probability of Love at First Sight


Título: The Statistical Probability of Love at First Sight
Autor: Jennifer E. Smith
Editora: Little, Brown & Company
Ano: 2012
Páginas: 236


Sinopse: 


O amor acontece quando menos esperamos.
Quem diria que quatro minutos podem mudar uma vida?
Os caprichos do destino e as casualidades da vida são o motor deste emocionante romance sobre laços familiares, segundas oportunidades e primeiros amores. A história de Hadley e Oliver é um bálsamo para quem gosta de acreditar que o verdadeiro amor existe. E que aparece nas nossas vidas quando menos esperamos.




Opinião:

Se Hadley não se tivesse atrasado 4 minutos, não teria perdido o voo que a levaria ao casamento do pai com uma mulher que ela não conhece, mas desde já odeia.
Mas o destino tem destas coisas. E o atraso que poderia parecer diminuto vai levá-la a esperar duas horas pelo voo seguinte. Nesse entretanto Hadley conhece Oliver, um rapaz com quem vai partilhar o voo para Londres. 

Já estão a ver o que se segue, não é verdade? Cliché, atrás de cliché...
Mas esta não é só uma história de girl meets boy. Aliás, uma boa parte deste livro explora os problemas familiares de Hadley, e de Oliver também. Uma dose de realidade que torna o livro muito mais interessante. 

É esta parte mais real e séria que acaba por ser a mais tocante. 
A aceitação da felicidade do pai perante o seu segundo casamento, a relativização dos problemas perante a percepção da finitude da vida. Revelou-se muito mais do que uma simples história de um amor à primeira vista, que o título fazia prever. 

A parte que mais gostei foi quando Hadley descobre algumas mensagens deixadas pelo pai através de sublinhados no livro Our Mutual Friend de Charles Dickens, que lhe ofereceu há um ano, mas que ela manteve intocado até agora. É aí que se dão os momentos de reflexão e o passado e presente adquirem um novo sentido na cabeça de Hadley.

The Statistical Probability of Love at First Sight é uma romance leve, divertido, com uma pitada de drama, a par de todos os clichés amorosos. 
Uma leitura curta e rápida (tal como a acção do livro que tem apenas 24 horas), para um momento de descontracção. 

O livro vai passar para o grande ecrã em 2016. 

Classificação: