Páginas: 272
Sinopse:
Um homem sofre desmesuradamente com as notícias que lê nos jornais, com todas as tragédias humanas a que assiste. Um dia depara-se com o facto de não se lembrar do seu primeiro beijo, dos jogos de bola nas ruas da aldeia ou de ver uma mulher nua. Outro homem, seu vizinho, passa bem com as desgraças do mundo, mas perde a cabeça quando vê um chapéu pousado no lugar errado. Contudo, talvez por se lembrar bem da magia do primeiro beijo - e constatar o quanto a sua vida se afastou dela - decide ajudar o vizinho a recuperar todas as memórias perdidas. Uma história inquietante sobre a memória e o que resta de nós quando a perdemos.
Opinião:
Há livros que nos deixam sem palavras: tão magistrais que nos fazem sentir pequeninos, deixando um enorme vazio à sua passagem. Flores, de Afonso Cruz, é um deles.
A cada momento, a cada capítulo, a cada frase, a escrita de Afonso Cruz toca-nos profundamente - desconcertante, afectiva, autêntica.
Há poucos autores assim, que nos fazem ler uma passagem, parar, pensar, reler e voltar a reler.
Flores é um livro que fala essencialmente de memórias.
Da importância de tê-las, mas também de criá-las. De atentar nos detalhes.
Episódios improváveis, personagens invulgares, monólogos inesperados, construção narrativa inteligente, sentido de humor e crítica socio-política subtil: é a voz de Afonso Cruz que está aqui espelhada.
Há livros com boas histórias. Há livros bem escritos.
Quando encontramos um livro que reúna as duas condições não podemos guardá-lo na estante, mas bem juntinho ao coração.
Um dos melhores escritores da actualidade (senão o melhor), que não devem mesmo perder!
Classificação:
A cada momento, a cada capítulo, a cada frase, a escrita de Afonso Cruz toca-nos profundamente - desconcertante, afectiva, autêntica.
Há poucos autores assim, que nos fazem ler uma passagem, parar, pensar, reler e voltar a reler.
Flores é um livro que fala essencialmente de memórias.
Da importância de tê-las, mas também de criá-las. De atentar nos detalhes.
Episódios improváveis, personagens invulgares, monólogos inesperados, construção narrativa inteligente, sentido de humor e crítica socio-política subtil: é a voz de Afonso Cruz que está aqui espelhada.
Há livros com boas histórias. Há livros bem escritos.
Quando encontramos um livro que reúna as duas condições não podemos guardá-lo na estante, mas bem juntinho ao coração.
Um dos melhores escritores da actualidade (senão o melhor), que não devem mesmo perder!
Classificação:

