domingo, 3 de janeiro de 2016

OUTRAS CONVERSAS | Sexto volume d'As Crónicas de Gelo e Fogo ainda por terminar

George R. R. Martin 

O Ano Novo não começa com boas notícias para os fãs da saga As Crónicas de Gelo e Fogo.


“Vocês [leitores] não vão gostar disto. Durante meses não quis mais nada que não fosse ser capaz de dizer: ‘Completei e entreguei o The Winds of Winter [nome do sexto livro] antes do último dia de 2015’. Mas o livro não está pronto”. 
George R. R. Martin


George R. R. Martin voltou a não cumprir os prazos de entrega do sexto livro, o que quer dizer que a nova temporada da série televisiva vai para o ar antes do livro chegar às bancas. 
A sexta temporada estreia em Abril, mas o livro continua longe de ser lançado:

Nem é provável que o [livro] esteja pronto amanhã ou na próxima semana. Sim, muita coisa está escrita. Centenas de páginas. Dezenas de capítulos. Mas também há muito por escrever. Estou a meses [de o acabar]… e isso se a escrita correr bem. Às vezes corre. Outras vezes não. Há capítulos por escrever, claro, mas também por reescrever. Eu costumo reescrever muito, às vezes só para polir [a história], outras vezes para fazer grandes reestruturações”.

Ora, isto quer dizer que a série televisiva vai antecipar a história dos livros? 
É bastante provável, apesar de livros e série se distanciarem cada vez mais. 

▼▼▼▼▼

Eu espero ler esta saga durante este ano (reler os dois primeiros que já li mas tive de interromper) e, quem sabe, quando terminar talvez já tenha saído o novo livro.
Há por aí muitos fãs desapontados com este notícia?
Acreditam no lançamento ainda este ano?

(mais informações aqui)

sábado, 2 de janeiro de 2016

Ano Novo, Desafios Novos

Ano Novo traz Desafios Novos para o Preto no Branco
Para além do habitual Reading Challenge do Goodreads, que para 2016 estabeleci como meta a leitura de 60 livros, vou participar em três desafios do Grupo Maratonas, Desafios e Leituras Conjuntas do Goodreads.


1. Desafio Ler Autores Portugueses

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O objectivo é ler, todos os meses, pelo menos um (1) livro de um autor português
Gostei particularmente deste desafio, porque para além de gostar muito de ler autores portugueses, acho que devemos valorizar aquilo que é nosso. Acreditem que temos óptimos escritores!


2. Desafio Leituras no Feminino

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O objectivo é ler o maior número de livros escritos por mulheres, sem restrições de géneros literários. Este desafio funciona por níveis e eu propus-me, para começar, ao nível 1: 1 a 20 livros.


3. Desafio Leituras Mensais

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 Consiste numa leitura temática diferente em cada mês. 
Os temas são bem interessantes, podem vê-los aqui.


E são estes os desafios literários para 2016.
Tal como vos contei aqui, também gostava muito de ler alguns autores que nunca li.
Outro grande desafio que quero muito cumprir é ler As Crónicas de Gelo e Fogo, do primeiro ao último livro.
E vocês, que desafios reservaram para o novo ano? 
Têm algum livro que queiram muito ler este ano?


Eu quero tantos que o difícil é escolher.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

CITAÇÕES | Recomeça...

Miguel Torga:

Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances

Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.

És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.


Miguel Torga
Sísifo, em Diário XIII

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

RETROSPECTIVA LITERÁRIA 2015


Como já vos tinha contado aqui, o Preto no Branco juntou-se ao blogue Pensamento Tangencial na iniciativa Retrospectiva Literária 2015, que pretende ser um balanço dos livros lidos durante o ano. Ora vamos lá a isto!


A aventura que me tirou o fôlego
Devorei toda a saga Millennium, mas acho que "A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo" foi o que mais me tirou o fôlego.


O terror que me deixou sem dormir
O conto "O Poço e o Pêndulo", das Histórias Extraordinárias de Edgar Allan Poe. 


O suspense mais electrizante
"A Sombra do Vento", de Carlos Ruiz Zafón. Gostei tanto. 
Um autor para continuar a ler em 2016, sem dúvida.


O romance que me fez suspirar
Não foi um ano de grandes romances, por isso, dos que li: The Selection, de Kiera Cass.


A fantasia que me encantou
Intemporal: O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry. 
Incrível como nos continua a encantar a cada releitura.


A saga que me conquistou
Completamente rendida à saga Millennium. Devorei-a em pouco tempo. 


O clássico que me marcou
"Um Cântico de Natal", de Charles Dickens. Vou-me lembrar dele em todos os finais de ano.


O livro que me fez refletir
"Os 100 Grandes Erros da História", de Bill Fawcett. 
É incrível pensar como enganos, distracções e decisões menos acertadas influenciaram o rumo da história.


O livro que me fez rir
"Toda a Mafalda", a compilação de todas as tiras de Quino sobre esta personagem.


O livro que me fez chorar
Incrível como tão poucas páginas podem dizer tanto! "Morreste-me", de José Luís Peixoto.


O livro que me decepcionou
"O Bom Inverno", de João Tordo. Estava à espera de mais deste autor. Mas pretendo dar-lhe uma nova oportunidade no novo ano. 


O livro que me surpreendeu
Não estava nada à espera de gostar tanto deste livro: "Eu sou a lenda", de Richard Matheson.


O livro que devorei
Não foi um livro, foi uma série inteira: Millennium, de Stieg Larsson. 
Ainda não li a continuação pelas mãos de David Lagercrantz, mas espero que não me desiluda.


O livro que abandonei
Fifty Shades Freed, de E. L. James.

A capa que amei
The Giver (The Giver Quartet, #1)
"The Giver", de Lois Lowry.


O thriller psicológico que me arrepiou
Acho que não li nenhum thriller psicológico, pelo menos que me tenha marcado.


A frase que não saiu da minha cabeça
“Um bom amigo disse-me uma vez que os problemas são como as baratas (...) Se surgem à luz, assustam-se e vão-se embora.” 
Carlos Ruiz Zafón
Marina


A personagem do ano
Lisbeth Salander, da saga Millennium.


O casal perfeito
Não houve um casal perfeito. Também porque não li muito romance. 
Ai, ainda suspiro pelo Jamie & Claire de Outlander, leitura do ano anterior.


Os autores revelação
Carlos Ruiz Záfon e, no plano nacional, José Luís Peixoto.


Os autores que mais estiveram presentes entre as minhas leituras
 
O género literário que mais li
Banda Desenhada, porque li toda a colecção Astérix: 36 álbuns.


O género literário que preciso ler mais
Romances Históricos, porque são os meus preferidos e não li muito este ano.


O melhor livro nacional
 
"Jesus Cristo Bebia Cerveja", de Afonso Cruz e "Cemitério de Pianos", de José Luís Peixoto.


O melhor livro que li em 2015
"A Sombra do Vento", de Carlos Ruiz Zafón. 


Li, em 2015, 74 livros.
Podem ver o meu ano em livros, pelo Goodreads, aqui


A minha meta literária para 2016 é:
Ler mais em qualidade e não em quantidade.
Ler alguns autores que nunca li.
Ler As Crónicas de Gelo e Fogo, do primeiro ao último livro.

▼ ▼ ▼ ▼

Que 2016 nos traga muitas e boas leituras!
Um grande obrigada aos que me têm acompanhado nesta jornada aqui no Preto no Branco
A vocês, um especial Bom Ano Novo, recheado de alegrias e muitos sorrisos! :)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

8 autores que nunca li e quero ler em 2016


Final do ano é sempre sinónimo de balanços e resoluções para o novo ano. Por motivos que na maior parte das vezes nos escapam, há livros e autores cujas leituras vamos procrastinando indefinidamente. 
Agora com o blogue, achei interessante partilhar convosco (assim em jeito de compromisso) dez autores que nunca li (shame on me!) e quero muito ler em 2016. 


1. Ken Follett

 

Sim, é mesmo verdade, eu, que tenho no romance histórico o meu género literário preferido, nunca li Ken Follett. É daqueles autores que tenho a certeza que vou adorar e em 2016 não me escapa! Estes são os livros dele que já fazem parte da minha estante.


2. James Patterson

  

James Patterson é outro autor que desperta a minha curiosidade. 
Estes livros parecem-me duas boas opções para começar.


3. Cassandra Clare

 

Tenho lido críticas tão positivas a esta série que tenho mesmo que a ler.


4. Patrick Ness

  

A Monster Calls é sem dúvida um livro a não perder em 2016, também muito pelas ilustrações de Jim Kay.


5. Stephen King 

 

Ainda não sei bem qual o livro que devo ler primeiro, mas chega de adiar Stephen King. Preciso de saber se é uma leitura que me agrada ou não.


6. Haruki Murakami

 

Estes ou outros livros, sem dúvida que quero experimentar a escrita de Haruki Murakami.


7. Valter Hugo Mãe

    

Pois é, nunca li Valter Hugo Mãe. 


8. Nuno Nepomuceno

 

Estes já estão na minha estante à espera, recebi-os como prenda de Natal!


E então? O que me têm a dizer sobre estes autores?
Espero trazer-vos muitas opiniões sobre eles no novo ano! :)

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

BOOK REVIEW | Ernestina


Título: Ernestina
Autor: J. Rentes de Carvalho
Editora: Quetzal
Ano de edição: 2014
Páginas: 320


Sinopse: 

Ernestina é mais do que um romance autobiográfico ou um volume de memórias de famílias ficcionadas. É um fresco de Trás-os-Montes, dos anos 1930 aos anos 1950, uma obra que transcende o relato regionalista e que transpôs fronteiras, transformando-se num fenómeno editorial na Holanda. 
Ernestina é também o nome da mãe do autor e da intrépida protagonista deste livro. Sobre ela J. Rentes de Carvalho disse: «Mãe de um só filho, a sua vida, que foi de uma tristeza, amargura e terrível solidão, dava um livro. Escrevi-lho eu. E a sua morte quebra o último elo carnal que me ligava à terra onde nasci. Felizmente são ainda muitos os laços que a ela me prendem.»

Opinião: 

Ler Ernestina é viajar ao passado pelas mãos de J. Rentes de Carvalho e ver pelos seus olhos as memórias que marcaram a sua família. Mas Ernestina é muito mais que a história de uma família em particular: é o retrato fiel e genuíno de Portugal. É impossível não encontrarmos semelhanças com os relatos que ouvimos dos nossos avós, com as memórias vivas que marcaram geração atrás de geração no início do século XX.
Com uma escrita vívida, que nos faz sentir parte integrante da família, somos embalados por um relato sentido, numa verdadeira ode às vivências das gentes e da terra que viu nascer o autor. Num livro que saltita entre Vila Nova de Gaia e Trás-os-Montes, é muito bom encontrar expressões características a moldar situações por vezes muito caricatas, que nos fazem crer que foi mesmo assim.
Só não lhe dou mais uma estrela, que seria mais que merecida, por ter sido uma leitura arrastada, muito pelas características da própria narrativa, em particular a falta de diálogos.


Classificação:

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

BOOK REVIEW | Um Cântico de Natal


Título: Um Cântico de Natal
Autor: Charles Dickens
Editora: Clube do Autor
Ano de edição: 2015
Páginas: 172


Sinopse: 

Um daqueles raros livros que deu expressão a algo enorme. Acredito que a própria vivência do Natal foi tocada por estas páginas.(…) Uma obra que nos faz pensar e que nos faz sentir. É por isso que continuará a ser lida.


Opinião: 

Se ainda não se sentem verdadeiramente imbuídos no espírito natalício, este é o livro que devem agarrar. “Um Cântico de Natal” (Clube do Autor, 2015), de Charles Dickens, é sem dúvida um dos mais lidos e mais amados clássicos da literatura, que poucos não conhecerão. Nesta nova edição, inserida na colecção Os Livros da Minha Vida, José Luís Peixoto escreve no prefácio que “a própria vivência do Natal foi tocada por estas páginas”.

Este é um conto belíssimo que, apesar de curto, demonstra uma grandeza extraordinária, apelando fortemente à nossa sensibilidade. A viagem pelo que há de mais profundo na alma de Scrooge leva-nos a pôr as nossas próprias acções em perspectiva e a questionar-nos: “O que pensarão de nós quando chegar o nosso último dia? Nessa hora, que avaliação será feita da nossa vida?” (José Luís Peixoto, no prefácio).

Com uma escrita envolvente, que muitas vezes é dirigida directamente ao leitor, Dickens oferece descrições absolutamente maravilhosas, capazes de nos transportar para as vivências das personagens e de nos fazer sentir os sons, sabores e odores próprios desta época, tornando-nos também protagonistas.

Apesar de se passar no Natal, altura em que a veia sentimentalista pulsa à flor da pele, este conto carrega uma mensagem intemporal: vamos sempre a tempo de nos tornar melhores. O altruísmo, a consciência social, a solidariedade e a generosidade são valores que devemos vestir todos os dias do ano. Não deixemos que o consumismo e a frieza do capitalismo apaguem o incomparável calor de uma família reunida à mesa em noite de Consoada. Como relembra José Luís Peixoto, “aquilo que mais importa é a solidez das relações”. A verdadeira felicidade vem das coisas mais simples da vida.


“Um Cântico de Natal” é um livro que marca, que permanece connosco mesmo depois do folhear da última página. Scrooge é o “protagonista anti-herói”, que não chegamos a odiar e terminamos a aplaudir. Que todos percebamos a verdadeira essência natalícia e, numa onda positiva de esperança na mudança, possamos entoar em coro: “Honrarei o Natal do fundo do coração e celebrá-lo-ei todo o ano”.

Opinião completa no Deus me Livro

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